Que bela manhã invade-me o ser
Que azul profundo repousa ante meus olhos
Quão esplêndido é o amanhecer dentro de um ser!
De uma luz que fulgura inebriante
Agora jaz-me em uma visão estonteante
E ainda que alguns no desprezo permaneça
Ainda assim, logo o sol gentilmente os aqueça
Porque o julgar não pertence ao homem
Mas o amar e o contemplar
Ah, isso sim com certeza pertence!
Que a luz de um novo dia
Possa sempre conduzir o homem
À luz de sua própria Sophia
Então, não chore
Apenas sorria
Pois tal é a luz inebriante
Desse novo dia!
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
domingo, 13 de janeiro de 2013
Cavaleiro alado
E nos teus braços voei
E naquele momento me entreguei
Sentíamos a brisa em nossas faces
E você me conduzia
Naquela deliciosa sensação de voar
Voa cavaleiro
Voa acima das nuvens
Porque inenarrável
é o prazer de contigo voar
Oh! Cavaleiro alado
Que de noite vieste me visitar
E me deslumbrar
Com esse seu corpo selvagem
Rumo ao alto cavalgar!
Venha cavaleiro alado
Venha mais uma noite me visitar
Para que eu possa
Mais uma vez sentir
A tão doce ventura
De contigo voar!
E naquele momento me entreguei
Sentíamos a brisa em nossas faces
E você me conduzia
Naquela deliciosa sensação de voar
Voa cavaleiro
Voa acima das nuvens
Porque inenarrável
é o prazer de contigo voar
Oh! Cavaleiro alado
Que de noite vieste me visitar
E me deslumbrar
Com esse seu corpo selvagem
Rumo ao alto cavalgar!
Venha cavaleiro alado
Venha mais uma noite me visitar
Para que eu possa
Mais uma vez sentir
A tão doce ventura
De contigo voar!
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Amor interrompido
Em meus últimos dias de vida estava você ao meu lado. Olhar complacente, dizia-me que jamais abandonar-me-ia. Fosse eu pra onde fosse seguiria comigo. Foi assim que naquela tarde minha alma deixou aquele velho corpo. Fecharam-se meus olhos, porém, abertos estavam eternamente para o grande amor de minha vida. Seus cabelos já grisalhos denunciavam a quantidade de anos que se passaram, e que como tão rapidamente haviam passado. Ainda a pouco éramos tão jovens. Mas agora eu seguia meu curso. E estava feliz por ver aquele rosto tão familiar antes de fechar os olhos pra sempre.
Mas ele havia feito-me uma promessa. E não é que anos depois, encontrei-o novamente. Sinto as lágrimas escorrerem face abaixo, impossível detê-las. Como se o coração fosse capaz de nelas se afogar. Como não morrer num mar delas? Não estaria a vida sendo injusta? Trazendo-o novamente até ela, mas deixando-os perdidos de si mesmos?
A vida passa num sopro de vento, mas os anos corroem a dor de não poder viver esse amor, mais uma vez, em outro tempo, em outro espaço. Que saudades daqueles olhos brilhantes clamando por mim, naquele dia em que parti. Que mais poderia fazer a não ser chorar com a dor mais profunda, com a saudade mais doída, que em toda a vida jamais sentira.
Que dor maior haveria?
A perda, o abandono, o esquecimento, ainda que temporário.
Até que o tempo volte a passar, e a morte volte novamente a chegar, mas quem sabe da próxima vez haja um real encontro de nossas almas e de nossos corações. Anseio por esse dia com o coração cheio de esperança, e que breve seu amor volte pra mim.
Perder-me de suas mãos novamente como agüentar? Até para quando sabe-se lá o tempo de nosso reencontro. Mas salve-me, eu lhe peço! Não espere que eu e você renasça novamente, para selar o destino com o amor que nos fora tão dolorosamente interrompido.
Clamo por você, por seu amor infinito, assim como as estrelas no céu clamam pela poesia dos poetas. Não me deixe partir sem você dessa vez. E se não puder me acordar de sono tão profundo, feche seus olhos e deite-se comigo para em tão bela ventura seguirmos felizes.
Beije-me e eu viverei novamente pra você!
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Moço, escreve pra mim!
- Moço, escreve pra mim?
Foi assim que ela me abordou. Eu caminhava lendo um
pequeno caderno de anotações, quando ela me abordou novamente:
- Moço escreve pra mim?
Tinha um rostinho tão lindo e uma voz tão meiga aquela garotinha.
Como poderia recusar um pedido seu? Não a conhecia, aliás, acho que nunca a
tinha visto.
Ela me olhava com aquela olhar interrogativo, de forma
tão intensa que era impossível não fazer o que me pedia.
Dei-lhe um sorriso. E ela me devolvera de volta. Bem,
pelas minhas contas aquela garotinha devia ter uns 4 anos e creio que ela ainda
nem sabia ler e escrever. Mas então porque diacho ela haveria de estar me
pedindo que lhe escrevesse algo?
O brilho daquele pequeno olhar me fazia sentir como se já
a conhecesse, mas tinha certeza que nunca a vira antes na vida.
Pois bem, sem saber direito o que pensar diante daquela
inusitada situação, sentei-me junto dela a beira da guia da calçada. Com meu
pequeno bloco de notas e a caneta em mãos eu realmente não sabia o que escrever
para ela.
Foi aí que por um segundo olhando em seus eternos olhos
brilhantes senti uma profunda inspiração para escrever algumas linhas.
Foi então que de repente, minha mão começou a trabalhar e
trabalhar... e já quase nem sabia direito o sentido daquilo que escrevia,
apenas escrevia pelo impulso de meu coração.
Nunca jamais em toda a vida eu poderia me esquecer
daquela experiência, daquela pequena garota sentada na calçada pedindo para lhe
escrever algo. Acredito que tão pouco ela mesma sabia o que estava fazendo, e
de certo também seguia o impulso daquele pequeno coraçãozinho.
- Feito! Aqui está. Disse a ela e lhe entreguei aquele
papel.
Ela nada disse, mas no mesmo instante abriu-se num lindo
sorriso, como se sua alma estivesse a me dizer muito obrigado! E com meu
coração também exultante de uma alegria que não sabia explicar, segui em meu
trajeto.
Que momento fora aquele! Algo que não sabia explicar, uma
sensação, um sentimento, de que tudo ali fazia sentido, em algum lugar dentro
de sua alma. E sentia-se feliz, incrivelmente feliz.
Passou o resto do dia e também os próximos com aquela
sensação de felicidade dentro de si, mas não disse a ninguém sobre o ocorrido,
porque certamente não entenderiam e afinal não tinha necessidade nenhuma de
compartilhar com alguém.
E então, com todo o carinho de seu coração beijou aquele
papel, e guardou dentro de sua caixinha de música bem escondidinho. Aquele
seria um segredo só seu e não contaria nem mesmo para sua querida mãe. No tempo
certo e na hora certa ela ia saber o segredo que continha nas linhas daquele
papel.
Anos se passaram e a menina Joana simplesmente se esqueceu daquele seu segredinho. Viveu intensamente sua infância e adolescência. Até que lá pelos seus 21 anos, de repente, lembrou-se daquela doce lembrança de sua infância: o dia em que reencontrara o grande amor de sua vida.
Hoje com o coração já mais maduro, ela era capaz de
entender o que ele havia lhe dito naqueles dias de tenra infância. Claro, que
não havia como ela ter esse conhecimento naquele tempo, mas era isso o que ele
estava lhe dizendo nesse exato momento. Aquele homem que passava bem ali a sua
frente não era um estranho qualquer, ele era a luz do seu bem querer. Era o
homem que lhe estava destinado a amar nessa e em todas as outras vidas que houvessem pela frente. Agora sabia: ele era a sua alma
gêmea!
E se seu coração lhe revelava estas coisas era porque ele
era sábio, e conhecia todo o passado, o presente e quem sabe até o futuro de sua existência. E jamais mentiria
sobre tais coisas.
Assim, que ouviu suas tão surpreendentes revelações, não
mais se conteve e foi atrás de sua querida caixinha de música, o qual não via
já a bastante tempo. Encontrou-a no sótão, um tanto empoeirada, mas ali estava
o segredo que poderia mudar sua vida para sempre. Abriu-a e viu bem lá no
cantinho um papel todo dobradinho. Agora já bem amarelado pelo tempo, e pensou
que talvez, nem conseguisse ler o que estava escrito lá, e talvez, tivesse sido
besteira ter deixado pra ler quando fosse adulta, afinal, bastava encontrar um
adulto que lesse pra ela ainda criança e mesmo que não entendesse nada, ainda
assim ficaria tudo registrado em seu coração. Mas agora era tarde para
especular sobre o que passou. Com o coração acelerado começou a desdobrar
aquele papel. A ansiedade começava a tomar conta de si, o anseio de saber o que
aquele homem lhe escrevera a tanto tempo atrás.
Enfim, desdobrara todo o papel, e era inacreditável que
tudo estava no mais perfeito estado de conservação. Estava tudo ali, ele lhe
deixara o que parecia um poema escrito numa letra muito bonita, principalmente
porque era de um homem.
Eis o mistério revelado, que esperara tanto tempo para
cumprir seu papel. E assim estava escrito:
Que há tanto tempo não via
Que saudades de ti
Desses seus olhos brilhantes
De coração pueril
Porque aos meus dias deste sentido
Desde os tempos de outrora
Perdoai-me que em tua
Veste infantil
Não pude reconhecer-te imediatamente
E na tua alma
Vi o amor
Que misteriosamente
Tem sua razão em mim
Ah, como sou grato
Pelo destino ter
Me levado a rever-te
Ah, minha pequena
Tua calorosa presença
Em forma ainda tão jovem!
Meu amor
Meu anjo amigo
Minha flor
Que vieste do paraíso
Mais uma vez me visitar!
Foi quando cruzou os olhos na última linha daquele
veredicto. Ali estava o que jamais pensara encontrar: o nome, o telefone e o
endereço daquele jovem rapaz, mas que hoje de certo já era pra lá de homem
feito. Vozes começaram a lhe soprar coisas ao ouvido. Estaria ele casado com
alguma mulher, ou teria lhe esperado? Muito provável, diziam as vozes, que ele
já a tivesse esquecido, e que afinal de contas, ela era apenas uma garotinha
quando ele a viu.
E outra dúvida surgiu em sua mente, teria ele escrito em
sua mais sã consciência, ou teria viajado nas profundezas de sua imaginação,
apenas para agradar aquela menina a sua frente? Ele bem que poderia estar
brincando de príncipe encantado com ela, afinal, o que poderia ele dizer à ela,
uma menina que mal conhecia, talvez, fosse tudo uma brincadeira de sua parte.
Mas já havia se decidido, ela iria a sua procura. Não
importava mais as circunstâncias disso ou daquilo outro. Agora seu coração lhe
falava e já era perfeitamente capaz de entendê-lo. As regras e as contrarregras
que ficassem pra lá, porque quem tinha coração tinha também uma bússola que lhe
servia para guiar pelos caminhos da vida e o qual também nunca o deixaria se
perder na imensidão do mundo, do vasto mundo de Raimundo.
E apenas isto devia o homem seguir na vida. Porque na
vida já não era possível existir sem amar. E sem amar já não era possível
respirar. Ainda que mesmo assim os homens o fizessem, ainda assim não teriam sido
mais que mortos vivos, porque vivo é não,
Aquele que não sabe amar!
Aquele que não quer amar!Aquele que não escolhe amar!
Pois já não era possível haver sentido nesta vida, sem o
verdadeiro sentido que faz o verbo de amar...
domingo, 14 de outubro de 2012
Olhar profundo
Queria poder abrir os olhos e
contemplar as estrelas
E me perder na imensidão do infinito
Para quem sabe mergulhar no coração
do universo
E ver e sentir onde todas as coisas
foram criadas
Assim como eu e vocêAssim como todos os seres viventes que habitam
Na imensidão do cosmos
Ver a luz do sol além das estrelas
Pulsar em sua forma mais radiante,
intensa e glamorosa
Levando a vida aos quatro cantos do
infinito
Vida esta que nos permite respirar,
Que nos permite irradiar
Amor, bondade, compaixão,
fraternidade, perdão
Seja na Terra, ou nos confins de
mundos afins
Porque aqui estamos apenas de
passagem
Aqui, apenas podemos vislumbrar
A real magia que se dá por nome de
vida
Mas estando aqui ou estando lá
Somos eternos, únicos, criados e
amados
Por um mesmo princípio divino criador
A matéria somente se sustenta
Na divina energia que emana dela
Sem energia ela nada seria
E nós jamais nos consubstanciaríamos
Em homens, mulheres, e crianças e
estrelas...terça-feira, 9 de outubro de 2012
Eu nos lábios teus 2
Queria perder-me em lábios teus
E num beijo profundo entregar minha alma
Para regozijo eterno do meu coração
Sentir-me em teus lábios macios
Que prazer maior haveria?
Afinal de que me valem os dias
Se em nenhum deles tocar-te poderia?
Mas ainda assim
Jamais me apartaria
Do sonho, do desejo intenso
De perder-me em lábios teus
E de seus lábios
Se perderem nos meus.
E num beijo profundo entregar minha alma
Para regozijo eterno do meu coração
Sentir-me em teus lábios macios
Que prazer maior haveria?
Afinal de que me valem os dias
Se em nenhum deles tocar-te poderia?
Mas ainda assim
Jamais me apartaria
Do sonho, do desejo intenso
De perder-me em lábios teus
E de seus lábios
Se perderem nos meus.
Eu nos lábios teus
Eis me em versos e prosa
Para narrar tão doce ventura
Que seria estar em lábios teus
Que do teu sussurro
Apenas um murmúrio
Ouvi dos lábios teus
Que me dizia
Tão formidável
Aquele prazer
Sede comigo
Tão generoso
Ofertando-me teu ser,
Teu bem querer
Teu amor
Porque dessa vida
Nada mais ei de querer
Que perder-me
Na delícia dos lábios teus.
Para narrar tão doce ventura
Que seria estar em lábios teus
Que do teu sussurro
Apenas um murmúrio
Ouvi dos lábios teus
Que me dizia
Tão formidável
Aquele prazer
Sede comigo
Tão generoso
Ofertando-me teu ser,
Teu bem querer
Teu amor
Porque dessa vida
Nada mais ei de querer
Que perder-me
Na delícia dos lábios teus.
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