terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Se amo, logo existo

Dos ouvidos que procuram ouvir-te
Dos olhos que procuram ver-te
E ainda que do gosto penso e sei
Sentir ser o seu

Posso dizer
Tão real o sentir
Desses intensos prazeres

Porque tu fazes tão bem a minh'alma
Procuro-te dia e noite
Para assim assossegar-me
Em relevante calma

Podem os olhos meus fechar-se
Sem nunca apreciar-me
Em olhos teus?

Não...

Eis o grito calado
Ecoando feito a trovão
Nas profundezas de um coração

Se penso, logo existo
Se existo, logo penso
Que se te apartas de mim
Já não posso mais viver!

Eis que morro sem ter morrido
Eis que vivo sem ter vivido
Porque viver implica em amar-te
E amar-te implica em viver!

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