terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Imortal

Ainda que seja surrada ao tronco
Ainda que minha transpiração ocorra em sangue
Ainda assim há um lugar
Onde tudo nos incorre em íntima luz

Porque meu Pai
Que é a essência
Do meu existir
Que é, senão, eu mesmo
Vive eternamente
Nas profundezas do meu eu

Portanto, ainda que se decepem mãos
Ou que rolem cabeças
Jamais poder-se-ão
Decepar corações
Porque jaz nos corações

Meus senhores,
A essência primordial da vida
E desta vida

Meus senhores,
Homem algum pode apartar-nos
Homem algum pode privar-nos

Eis o milagre que nos transporta além dos tempos
Eis o milagre que nos mantém eternamente vivos
Dentro de todos os existires
Esse é o milagre que nos proclama imortais

Eis o milagre que nos permite a unidade com o Pai
Eis o milagre de eu estar vivo
De você estar vivo!

Eis o milagre do amor
Que nos permeia imortais

(Homenagem aos tempos em que vivíamos em escravidão)

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