Ainda que seja surrada ao tronco
Ainda que minha transpiração ocorra em sangue
Ainda assim há um lugar
Onde tudo nos incorre em íntima luz
Porque meu Pai
Que é a essência
Do meu existir
Que é, senão, eu mesmo
Vive eternamente
Nas profundezas do meu eu
Portanto, ainda que se decepem mãos
Ou que rolem cabeças
Jamais poder-se-ão
Decepar corações
Porque jaz nos corações
Meus senhores,
A essência primordial da vida
E desta vida
Meus senhores,
Homem algum pode apartar-nos
Homem algum pode privar-nos
Eis o milagre que nos transporta além dos tempos
Eis o milagre que nos mantém eternamente vivos
Dentro de todos os existires
Esse é o milagre que nos proclama imortais
Eis o milagre que nos permite a unidade com o Pai
Eis o milagre de eu estar vivo
De você estar vivo!
Eis o milagre do amor
Que nos permeia imortais
(Homenagem aos tempos em que vivíamos em escravidão)
Nenhum comentário:
Postar um comentário