Ai que saudade
Das dores e dos amores
Que um dia senti
Pois agora, eis-me só
Trancafiada na prisão
Que se fez minha solidão
Eis-me grisalha
E assim como a crisálida
Já se apagou a minha cor
Já caíram as folhas do amor!
E o que me resta
Senão viver nesse torpor
De memórias
Quentes, vivas e desenfreadas
Salve a memória que não me falhe!
Viva a lucidez que em mim ainda vive!
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