Assim transcende teu corpo em pele minha
Assim transcende minha alma em corpo teu
Numa química perfeita
Em distâncias percorridas
Por nossos átomos, moléculas, células
Em universos paralelos, secretos
Que nos imprimem o inominável
E nessa junção de nossos eus
Descobre-se o impensável
Embora nos aparente
Nunca houvera uma separação
Entre o eu e o tu
Isto explica
Porque fatalmente nos perdemos
Quando nos encontramos
Tão forte a força
Que nos promoveu
Desde a criação
Pode o homem ou mulher
Ser mais forte que ela?
Assim pulsamos em êxtase
Assim transcendemos, a forma
O espaço
O tempo
Ás águas
O fogo
O ar
A vida...
Nada mais se pode
Se deve
Se teme
Se chora
Já não pode haver
Mais nenhum se...
Porque tudo nos soma em verdade
Porque tudo nos faz unos - consciência a consciência
Já não se pode haver dois, (ainda que sejamos quatro)
Isto é a ilusão!
Tudo o que se pode haver
É a complexa forma de amor
Do criador para com as criaturas:
"O amor transcendental entre duas almas gêmeas"
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Êxtase
Êxtase
Quando sinto tão perfeitamente seus lábios nos meus
Quando sinto tão perfeitamente suas mãos em corpo meu
Pode haver olhar mais profundo que o seu?
Deveras não, existir amor mais intenso que o seu
Pode o homem percorrer tão longa estrada afora
Por esse universo que lhe guarda em corpo
Quente, ardente,
Onde todas as chamas vêm apenas para lhe consumir
Para lhe devorar feito a combustão espontânea
Talvez, seja essa a palavra
Que melhor lhe cabe para traduzir-te
É assim que me queimas
É assim que te envolvo em brasas minhas
Deveras para isto ter nascido
Assim me entrego,
Tão límpida e profunda
Tão cheia de ti
Assim como outrora o universo explodiu
Dando assim nossa origem
Também, explode em meu peito
O amor, que por fim dera sentido
A esta nossa vida, por aqui tão limitada
Mas o amor nada limita...
Transcende, apenas
Eis o êxtase de nossa profunda
Entrega de amor...
Quando sinto tão perfeitamente seus lábios nos meus
Quando sinto tão perfeitamente suas mãos em corpo meu
Pode haver olhar mais profundo que o seu?
Deveras não, existir amor mais intenso que o seu
Pode o homem percorrer tão longa estrada afora
Por esse universo que lhe guarda em corpo
Quente, ardente,
Onde todas as chamas vêm apenas para lhe consumir
Para lhe devorar feito a combustão espontânea
Talvez, seja essa a palavra
Que melhor lhe cabe para traduzir-te
É assim que me queimas
É assim que te envolvo em brasas minhas
Deveras para isto ter nascido
Assim me entrego,
Tão límpida e profunda
Tão cheia de ti
Assim como outrora o universo explodiu
Dando assim nossa origem
Também, explode em meu peito
O amor, que por fim dera sentido
A esta nossa vida, por aqui tão limitada
Mas o amor nada limita...
Transcende, apenas
Eis o êxtase de nossa profunda
Entrega de amor...
sábado, 7 de dezembro de 2013
O caminho das águas
Eis os caminhos
Que tão suavemente
Percorrem as águas que me banham
Tão leve, sutil
A escorrer-me corpo abaixo
Pelas trilhas que melhor lhes convém
Pode o corpo permanecer impuro
Quando tão graciosas damas
O banham em luz?
Porque ao reino onde todas as coisas foram feitas
Somente da luz puderam ser criadas
E assim com minha permissão
Deixo que me lavem
Deixo que me levem
Todas as energias que em mim foram afixadas
E na beleza de gestos tão encantadores
Permito-me eu
Sentir-me inteiramente absorvida
Pelas águas que me envolvem
Eis o torpor que me invade a alma
Que me aquece o corpo
Que me eleva o ser!
Que tão suavemente
Percorrem as águas que me banham
Tão leve, sutil
A escorrer-me corpo abaixo
Pelas trilhas que melhor lhes convém
Pode o corpo permanecer impuro
Quando tão graciosas damas
O banham em luz?
Porque ao reino onde todas as coisas foram feitas
Somente da luz puderam ser criadas
E assim com minha permissão
Deixo que me lavem
Deixo que me levem
Todas as energias que em mim foram afixadas
E na beleza de gestos tão encantadores
Permito-me eu
Sentir-me inteiramente absorvida
Pelas águas que me envolvem
Eis o torpor que me invade a alma
Que me aquece o corpo
Que me eleva o ser!
Anseios
Anseia minh'alma
Pelo pico mais alto da montanha
Para lá saborear
O ar que nos permite a existência
Vislumbrar no horizonte o primeiro raio de luz
A invadir os quatros cantos d'alma
Que também são os cantos do mundo
Segura a minha mão
Aquele por quem tem a mão do invisível
De repente,
Da vida que se faz existir
Logo, já não existo
Pois me é fácil
Perder-me em feituras tão perfeitas
Das criaturas que me rodeiam
Quantas delas podem se aperceber
O quanto o ar pode ser rarefeito?
Regozija meu ser
Em comunhão
Intensa, eterna e profunda
É quando abro os olhos
E mergulho no horizonte
Que se faz a minha frente
Assim são, os anseios de minha alma
Sempre à espera de um pôr do sol,
Ou de uma aurora, ou de um luar,
Ou ainda de um observar
De uma chama acesa de uma simples vela
E como são eternamente prazerosas
Estas coisas que te falam meu coração
Porque é somente assim
Que faço sentido!
Porque é somente assim que entendo
Que eu também faço parte de tudo isso
Eis quando deixo de existir!
Porque somente assim
Posso realmente fazer sentido:
Quando deixo de existir!
E, então, posso ser apenas o que eu quiser
Um vento
Um pássaro
Um arco-íris no céu
Isto sou eu!
O resto, apenas reflexo
De algo que se julga ser eu
Mas que verdadeiramente não é!
Somos e estamos em Tudo
E em qualquer lugar deste planeta
Ou ainda fora dele
Olha para as estrelas
E me verás
Olhe um pôr-do-sol e poderás sentir
Os raios que de mim partem
Para te aquecer
Somos uma humanidade inteira
Somos uma natureza inteira
Somos um único pulsar de coração!
Eis o princípio da unidade
Eis como eu sou você
Eis como você sou eu!
Pelo pico mais alto da montanha
Para lá saborear
O ar que nos permite a existência
Vislumbrar no horizonte o primeiro raio de luz
A invadir os quatros cantos d'alma
Que também são os cantos do mundo
Segura a minha mão
Aquele por quem tem a mão do invisível
De repente,
Da vida que se faz existir
Logo, já não existo
Pois me é fácil
Perder-me em feituras tão perfeitas
Das criaturas que me rodeiam
Quantas delas podem se aperceber
O quanto o ar pode ser rarefeito?
Regozija meu ser
Em comunhão
Intensa, eterna e profunda
É quando abro os olhos
E mergulho no horizonte
Que se faz a minha frente
Assim são, os anseios de minha alma
Sempre à espera de um pôr do sol,
Ou de uma aurora, ou de um luar,
Ou ainda de um observar
De uma chama acesa de uma simples vela
E como são eternamente prazerosas
Estas coisas que te falam meu coração
Porque é somente assim
Que faço sentido!
Porque é somente assim que entendo
Que eu também faço parte de tudo isso
Eis quando deixo de existir!
Porque somente assim
Posso realmente fazer sentido:
Quando deixo de existir!
E, então, posso ser apenas o que eu quiser
Um vento
Um pássaro
Um arco-íris no céu
Isto sou eu!
O resto, apenas reflexo
De algo que se julga ser eu
Mas que verdadeiramente não é!
Somos e estamos em Tudo
E em qualquer lugar deste planeta
Ou ainda fora dele
Olha para as estrelas
E me verás
Olhe um pôr-do-sol e poderás sentir
Os raios que de mim partem
Para te aquecer
Somos uma humanidade inteira
Somos uma natureza inteira
Somos um único pulsar de coração!
Eis o princípio da unidade
Eis como eu sou você
Eis como você sou eu!
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
O elixir da longa vida
O sentir!
Ápice da experiência humana
Tesouro oculto no âmago do ser
Eis o elixir da longa vida!
O sentir!
Dádiva divina
Manjar dos deuses
Eis a alquimia que se processa na alma
O sentir!
A magia da transmutação
A magia da união
A magia do coração
O sentir!
É, sem dúvida
Um estado de primavera constante
Um estado de alegria não obstante, constante!
E assim voa o homem
Não nas asas da liberdade
Mas nas asas de seu eterno sentir!
Porque para o sentir
Não há paredes
Não há prisões
Há apenas corações
O sentir!
Eterna magia
Eterna alquimia
Eterna sophia
O sentir!
Estado de ser
Estado de estar
Estado de amar
Porque como diz o poeta:
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Do canto ao desencanto
Do canto ao desencanto
Do canto
Que canta
O encanto
Da dor
Que te abraça
Em desencanto
Como podes dizer
Que a vida,
A tão doce vida
Era só isso?
Joiss Cannis
Do canto
Que canta
O encanto
Da dor
Que te abraça
Em desencanto
Como podes dizer
Que a vida,
A tão doce vida
Era só isso?
Joiss Cannis
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Amor distante - ato II
Amor distante
Um amor que não pertence a esse mundo
Um amor que nada deste mundo pode apagá-lo
Um amor que pertence ao céu
Um amor que a mão de um homem não alcança
Somente o coração alcança
Um amor que ignora o corpo
Um amor que consome a alma
Em apenas um instante de olhar
E que a tudo compensa
Um amor que a distância só faz aumentar
Um amor tão profundo e verdadeiro...
Que mesmo em caminhos tão diferentes
Ainda assim o amor se faz maior
E nos momentos em que os destinos se cruzam
Uma intensa explosão de luz acontece
Eis os segundos de um momento
Que se transformam numa eternidade silenciosa e profunda
Como se os olhos falassem a língua dos anjos
Como se turbilhões lavassem a alma
E como se os corações se amassem a toda velocidade
Eis a medida do verdadeiro amor
Do amor que até pode pertencer ao céu
Mas que está legitimamente condenado
A vagar para além da imensidão azul
Rumo aos confins de um universo sem fim
Eis o amor que de repente explode no peito
Eis o amor que de repente encontra seu par
Eis a saga dos amores
Que se encontram, se perdem e que... se reencontram
Que se amam, que se perdem e que... se amam mais ainda
O amor tem dessas coisas
Ora vai ora vem
Ora vem e não vai mais
E quando vier e não mais for
Já não haverá mais dor, nem calor...
Somente a paz diante da loucura
De um orgasmo intensamente espiritual.
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