Eis os caminhos
Que tão suavemente
Percorrem as águas que me banham
Tão leve, sutil
A escorrer-me corpo abaixo
Pelas trilhas que melhor lhes convém
Pode o corpo permanecer impuro
Quando tão graciosas damas
O banham em luz?
Porque ao reino onde todas as coisas foram feitas
Somente da luz puderam ser criadas
E assim com minha permissão
Deixo que me lavem
Deixo que me levem
Todas as energias que em mim foram afixadas
E na beleza de gestos tão encantadores
Permito-me eu
Sentir-me inteiramente absorvida
Pelas águas que me envolvem
Eis o torpor que me invade a alma
Que me aquece o corpo
Que me eleva o ser!
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