(Publicado no concurso de poesia no ano de 2000)
Lanço-me em teus braços,
Lanço-me em teus braços,
Sou a semente que em ti brota e desabrocha,
Nesse teu ser, voluptoso, magnânimo supremo...
Em teu ninar jaz uma criança a sonhar.
Das profundezas de mil anos em batalhas fecundadas
No seio desse mundo virgem,
Nada mais há do que um simples sonhar.
E com esse brilho jovial e fulgás acalenta meu ser.
Essa força mesuradamente condicional ao instinto
Que mastigamos com dentes caninos e ferozes,
Capazes de deteriorar e maquivelar
As labutas intempestivas.
E no meio dessas maquivelanças
Ainda uma rés de consciência,
Que no calor do sonho que sonho em teus braços,
Ainda assim sou acalentada por seu vivo amor,
Que me aquece a alma e juntos,
Assistimos o filme que faz do nosso amor,
A nossa vida! .
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