quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O elixir da longa vida



O sentir!

Ápice da experiência humana
Tesouro oculto no âmago do ser
Eis o elixir da longa vida!

O sentir!

Dádiva divina
Manjar dos deuses
Eis a alquimia que se processa na alma

O sentir!

A magia da transmutação
A magia da união
A magia do coração

O sentir!

É, sem dúvida
Um estado de primavera constante
Um estado de alegria não obstante, constante!

E assim voa o homem
Não nas asas da liberdade
Mas nas asas de seu eterno sentir!
Porque para o sentir
Não há paredes
Não há prisões
Há apenas corações

O sentir!

Eterna magia 
Eterna alquimia
Eterna sophia

O sentir!

Estado de ser
Estado de estar
Estado de amar

Porque como diz o poeta:

"Amar é preciso, viver não é preciso"

(Poema dedicado a um viajante das estrelas - 07.11.2013)

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Do canto ao desencanto

Do canto ao desencanto

Do canto
Que canta
O encanto

Da dor 
Que te abraça
Em desencanto

Como podes dizer
Que a vida,
A tão doce vida
Era só isso?

Joiss Cannis

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Amor distante - ato II

Amor distante

Um amor que não pertence a esse mundo
Um amor que nada deste mundo pode apagá-lo
Um amor que pertence ao céu
Um amor que a mão de um homem não alcança

Somente o coração alcança
Um amor que ignora o corpo
Um amor que consome a alma
Em apenas um instante de olhar
E que a tudo compensa

Um amor que a distância só faz aumentar
Um amor tão profundo e verdadeiro...
Que mesmo em caminhos tão diferentes
Ainda assim o amor se faz maior

E nos momentos em que os destinos se cruzam
Uma intensa explosão de luz acontece
Eis os segundos de um momento
Que se transformam numa eternidade silenciosa e profunda

Como se os olhos falassem a língua dos anjos
Como se turbilhões lavassem a alma
E como se os corações se amassem a toda velocidade
Eis a medida do verdadeiro amor

Do amor que até pode pertencer ao céu
Mas que está legitimamente condenado
A vagar para além da imensidão azul
Rumo aos confins de um universo sem fim

Eis o amor que de repente explode no peito
Eis o amor que de repente encontra seu par
Eis a saga dos amores

Que se encontram, se perdem e que... se reencontram
Que se amam, que se perdem e que... se amam mais ainda

O amor tem dessas coisas
Ora vai ora vem
Ora vem e não vai mais

E quando vier e não mais for
Já não haverá mais dor, nem calor...
Somente a paz diante da loucura
De um orgasmo intensamente espiritual.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Cheirinho de chuva

Ah! Que delícia
Do cheirinho de chuva fresquinha

Delícia!
De brisa macia
Que resfria
O calor
Que do corpo exala

Delícia!
A dança sagrada
Que promovem
Os pingos de chuva

Delícia!
A dança sagrada
Que promovem
Os pingos de amor!

Entrega

Entrega

Entregue-se a vida
Assim como os pássaros
Fazem em seu primeiro voo

A felicidade pertence
Àqueles que têm
A coragem de se entregar

Eis os verbos - que são sem o ser
Que promovem ação:
Coragem e felicidade

Eis a missão de cada homem
Entregar-se com coragem
À felicidade que tem direito

Porque todos têm
Eu, tu, eles

Que se faça
O que se tem de fazer

Que se viva
Como se tem de viver

Que se ame
Como se deva amar

E que se não puder

Que se espere
Além de toda forma...
De esperar

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Amor pulsante

Tão pálida a luz
Entre-mente
Entre-sorte
Entre-seio

Tão pálido semblante teu
Tão quente teu hálito no meu
Razão entreabrir-me
Em pernas, mãos e braços
Razão percorrer-me
Em língua tua
Do gosto que tenho
Em lábios teus
Dos seios que embalam
Os teus sonhos nos meus
Como não derreter, escorrer
Diante desse imenso prazer?
Digo,
Não há maior prazer que amar,
Porque amar está muito além

Do entre-mente
Entre-sorte
E entre-seio


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O verbo de amar

O que mais difícil seria
Desapaixonar-se
Ou apaixonar-se
Seria?
Na verdade dever-se-ia
Manter-se tudo
Num silencioso grau de respeito
Para que ainda que haja
Laços estreitos
Estes jamais sejam desfeitos!
Pois que os destinos
Se cumpram com efeito
Ainda que o sujeito da frase
Seja tu e não eu
Ou que o sujeito da minha vida
Seja eu e não tu
Seja como for
Em verdade vos declaro
O silêncio de minha dor
Eis que tão duras
São as lições que provém do teu amor!
Mas não demora
O coração acalma
O desapaixonar-se é trabalho constante
E não obstante
Volta-me ao semblante
Como eterno diamante
Reluzindo ante os meus olhos
A luz, que fortemente
Segue me conduzindo
O que seria dos verbos,
Se não fossem as pessoas por detrás deles!
Apaixonar-se ou desapaixonar-se
Seria apenas uma ilusão
Do coração?
Ou seria loucura?
Talvez, até se possa
Encobrir a emoção com a razão,
Mas a razão nunca será páreo o suficiente
Para as coisas do coração
Pois amar está além do tempo
E de todo e qualquer verbo
Amar...
Está impresso na alma
E selado no coração
Para a paixão pode até haver um
Desapaixonar-se
Mas para o amor jamais haverá
Um desamar-te!