"Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!"
" Quando falo contigo, no meu peito
esquece-me esta dor que me consome:
Talvez corre o prazer nas fibras d'alma:
E eu ouso ainda murmurar teu nome!" (Lira dos Vinte Anos)
"Pois bem, dir-vos-ei uma história. Mas quanto a essa, podeis tremer a gosto, podeis suar a frio da fronte grossas bagas de terror. Não é um conto, é uma lembrança do passado." (Noite na Taverna)
"A mulher recuava... Recuava. O moço tomou-a nos braços, pregou os lábios nos dela... Ela deu um grito, e caiu-lhe das mãos. Era horrível de ver-se. O moço tomou o punhal, fechou os olhos, apertou-os no peito, e caiu sobre ela. Dois gemidos sufocaram-se no estrondo do baque de um corpo..." (Noite na Taverna)
"Mais claro que o dia. Se chamas o amor a troca de duas temperaturas, o aperto de dois sexos, a convulsão de dois peitos que arquejam, o beijo de duas bocas que tremem, de duas vidas que se fundem tenho amado muito e sempre! Se chamas o amor o sentimento casto e poro que faz cismar o pensativo, que faz chorar o amante na relva onde passou a beleza, que adivinha o perfume dela na brisa, que pergunta às aves, à manhã, à noite, às harmonias da música, que melodia é mais doce que sua voz, e ao seu coração, que formosura há mais divina que a dela-eu nunca amei. Ainda não achei uma mulher assim. Entre um charuto e uma chávena de café lembro-me às vezes de alguma forma divina, morena, branca, loira, de cabelos castanhos ou negros. Tenho-as visto que fazem empalidecer-e meu peito parece sufocar meus lábios se gelam, minha mão se esfria..." (Macário)
"Esse amor foi uma desgraça. Foi uma sina terrível. Ó meu pai! ó minha segunda mãe! Ó meus anjos! Meu céu! Minhas campinas! É tão triste morrer!" (Macário)
(Poesias que gosto muito)
quinta-feira, 3 de maio de 2018
sábado, 21 de abril de 2018
Algumas elucidações
Sempre tive o hábito de achar-me transparente nas coisas que escrevo, que penso, que sou.
Não obstante, percebi e percebo que não sou transparente, não no sentido de não ser verdadeira, mas no sentido de que sempre penso que as pessoas estão conseguindo ver meu interior.
De repente, tudo dentro de mim se faz tão claro, mas quando projeto ao exterior - à escrita - essas coisas ficam sujeitas às interpretações de quem as lê. Por isso me pergunto se das coisas que já escrevi, você as entendeu perfeitamente, tal qual na ordem em que se apresentavam em meu espírito. Será que de alguma forma me interpretaste erroneamente em minhas palavras escritas?!
Por isso surgiu-me a ideia de interpretar-me a mim mesma em alguns versos e poemas aqui publicados. Apenas uma elucidação, que talvez, possa trazer melhores entendimentos a respeito do que naquele momento estava a sentir e a escrever.
Love and
Peace for all
Não obstante, percebi e percebo que não sou transparente, não no sentido de não ser verdadeira, mas no sentido de que sempre penso que as pessoas estão conseguindo ver meu interior.
De repente, tudo dentro de mim se faz tão claro, mas quando projeto ao exterior - à escrita - essas coisas ficam sujeitas às interpretações de quem as lê. Por isso me pergunto se das coisas que já escrevi, você as entendeu perfeitamente, tal qual na ordem em que se apresentavam em meu espírito. Será que de alguma forma me interpretaste erroneamente em minhas palavras escritas?!
Por isso surgiu-me a ideia de interpretar-me a mim mesma em alguns versos e poemas aqui publicados. Apenas uma elucidação, que talvez, possa trazer melhores entendimentos a respeito do que naquele momento estava a sentir e a escrever.
Love and
Peace for all
Diria o ego meu
It´s true.
There is no hapiness without you.
I know. I need your love.
It´s everything.
There is no hapiness without you.
I know. I need your love.
It´s everything.
O tempo passa
O tempo passa, passa
E como num piscar de olhos
Lá se vão os dias, as horas
Os meses, os anos...
Inacreditavelmente
Já se foram tantos anos
Ontem...
Aconteceu ainda há pouco
Olhe, ainda estou ali!
Terna, meiga, como sempre
A lhe esperar por seus olhos
Hoje...
Tempo não existe
Por isso permaneço
Só minh'alma sou
No refúgio secreto
De seu coração
Permaneço.
Por isso permaneço
Só minh'alma sou
No refúgio secreto
De seu coração
Permaneço.
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
Ensaio - Nas Profundezas do Ser
"Universo - Galáxia - Estrelas - Corpos"
- Que são estes átomos e moléculas a revelar-me neste corpo?
- Que junção de químicas e bioquímicas formam o meu eu?
- O que é este corpo? Que abriga o meu eu?
- O que são essas químicas que me mantém vivo?
- O que me faz existir aqui nesse espaço-tempo?
- O que determina a matéria no qual sou feita?
- O que determina a minha permanência no espaço 3D?
- O que determina a coexistência de realidades paralelas?
- O que determina a existência de outras dimensões?
- O que determina minhas relações pessoais?
- O que determina a troca entre dois corpos?
- O que são estes seres que habitam a nossa volta?
- Que almas se prendem a estes corpos presentes?
- Que diferenças há entre corpos celestes e corpos físicos humanos?
- Que eixo determina a minha limitação naquilo que se chama matéria?
- O que determina a química entre dois lábios?
- O que é essa troca de informação entre células?
- A que ponto posso transcender a barreira celular para o espaço exterior ilimitado?
- Até que ponto Sou as minhas células?
- Até ponto as minhas células são minhas?
- Até que ponto eu estou nelas e elas em mim?
- Até que ponto posso existir sem elas?
- O que é esse processamento de dados em minha mente?
- O que me permite ser essa experiência humana?
- Quantas experiências se é possível ter além do orbe humano?
- Pode o homem transcender o próprio corpo?
- Que é esse pequeno intervalo no espaço-tempo chamado vida?
- Estamos no físico e ao mesmo tempo fora dele?
- Até que ponto posso pertencer a alguém?
- O que é essa cadeia incessante chamada pensamento?
- De que matéria eles são feitos?
- Na imensidão do cosmos qual significado pode ter um mero corpo humano?
- Sons que se emitem para a comunicação podem ser eliminados, e ainda assim haver comunicação?
- O ser transpassa a matéria, tal o espectro de sua luz, de sua existência. Como, então, se pode viver tão limitado à matéria?
- Para o homem qual o limite de seu exponencial pensamento?
- Se o pensamento é como onda, surfar podemos para além do compreensível por sentidos ainda tão humanos?
- Qual o limite para a consciência humana?
- Qual o limite para o coração humano?
- Qual o limite para o amor humano?
- O amor ainda será amor, para além do universo?
- Até que ponto a minha vida é minha?
- E o sol não seria, literalmente, a luz de Deus?
(Insight após filme Interestelar - 2016)
- Que são estes átomos e moléculas a revelar-me neste corpo?
- Que junção de químicas e bioquímicas formam o meu eu?
- O que é este corpo? Que abriga o meu eu?
- O que são essas químicas que me mantém vivo?
- O que me faz existir aqui nesse espaço-tempo?
- O que determina a matéria no qual sou feita?
- O que determina a minha permanência no espaço 3D?
- O que determina a coexistência de realidades paralelas?
- O que determina a existência de outras dimensões?
- O que determina minhas relações pessoais?
- O que determina a troca entre dois corpos?
- O que são estes seres que habitam a nossa volta?
- Que almas se prendem a estes corpos presentes?
- Que diferenças há entre corpos celestes e corpos físicos humanos?
- Que eixo determina a minha limitação naquilo que se chama matéria?
- O que determina a química entre dois lábios?
- O que é essa troca de informação entre células?
- A que ponto posso transcender a barreira celular para o espaço exterior ilimitado?
- Até que ponto Sou as minhas células?
- Até ponto as minhas células são minhas?
- Até que ponto eu estou nelas e elas em mim?
- Até que ponto posso existir sem elas?
- O que é esse processamento de dados em minha mente?
- O que me permite ser essa experiência humana?
- Quantas experiências se é possível ter além do orbe humano?
- Pode o homem transcender o próprio corpo?
- Que é esse pequeno intervalo no espaço-tempo chamado vida?
- Estamos no físico e ao mesmo tempo fora dele?
- Até que ponto posso pertencer a alguém?
- O que é essa cadeia incessante chamada pensamento?
- De que matéria eles são feitos?
- Na imensidão do cosmos qual significado pode ter um mero corpo humano?
- Sons que se emitem para a comunicação podem ser eliminados, e ainda assim haver comunicação?
- O ser transpassa a matéria, tal o espectro de sua luz, de sua existência. Como, então, se pode viver tão limitado à matéria?
- Para o homem qual o limite de seu exponencial pensamento?
- Se o pensamento é como onda, surfar podemos para além do compreensível por sentidos ainda tão humanos?
- Qual o limite para a consciência humana?
- Qual o limite para o coração humano?
- Qual o limite para o amor humano?
- O amor ainda será amor, para além do universo?
- Até que ponto a minha vida é minha?
- E o sol não seria, literalmente, a luz de Deus?
(Insight após filme Interestelar - 2016)
Gotas de orvalho
Desta realidade
Nua
Fria
E crua
Salva-me
Deste mundo
Nu
Frio
E cru
Resgata-me
Logo, um suspiro
Ante as gotas de orvalho
Carvalho
Do teu amor
Não se demore
I´m here
Nua
Fria
E crua
Salva-me
Deste mundo
Nu
Frio
E cru
Resgata-me
Logo, um suspiro
Ante as gotas de orvalho
Carvalho
Do teu amor
Não se demore
I´m here
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
Teu sorriso, menino
Como podes inspirar-me tanto assim
Com esse teu sorriso... vivo
Com esse teu sorriso... vivo
Menino
Como podes inspirar-me tanto assim
Com esse teu sorriso... tenaz
Com esse teu sorriso... tenaz
Menino
Como podes inspirar-me tanto assim
Com esse teu sorriso... singelo
Menino
Com esse teu sorriso... singelo
Menino
Doce menino... a inspirar-me os dias
E Daniel era seu nome...
(pequeno pássaro na imensidão azul)
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